Segunda, Novembro 24, 2014
   
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Conceito de Mosaico

 

O mosaico na linguagem artística é um desenho feito com pequenas pedras de várias cores, geralmente azulejos. São, portanto, pedaços separados, mas que forma um todo – uma composição. Esse conceito é que inspirou o que chamamos de “mosaico” na área ambiental. Trata-se de uma composição de várias unidades de conservação que compõe uma área total e importante – todos os componentes são complementares. O conceito de mosaico na área ambiental é um fator essencial para a preservação ambiental em termos biológicos, geográficos, sociais, e administrativos. Para a biologia é extremamente relevante possibilitar a troca de espécies e aumentar o leque de reprodução dentro de uma mesma espécie. Não adianta termos apenas zonas preservadas isoladas. Os corredores são necessários para crescer a força das espécies e aumentar as trocas. Pássaros, mamíferos, insetos e muitas outras espécies migram constantemente. Em termos geográficos sabemos que os diferentes ambientes são correlacionados. O manguezal, por exemplo, é composto por influências diretas da região serrana de onde foram transportados os sedimentos que se depositaram na área de baixada. Da mesma forma o litoral influencia a serra no ciclo hidrológico. Não existem pontos exatos onde termina a Mata Atlântica de Altitude e inicia a região de planalto e posteriormente essa se transforma em Baixada. Os aspectos sociais também são interligados. Não existe um ponto onde termina a Região Metropolitana do Rio de Janeiro e inicia a área rural, por exemplo. Um complementa o outro. Muitas pessoas trabalham em um local e moram em outro. A poluição da refinaria localizada na Baixada atinge a Região Serrana com fumaça e até chuva ácida. Da mesma forma a proteção com áreas verdes na Região Serrana melhora a qualidade do ar na cidade do Rio de Janeiro. Os próprios rios, através de suas bacias hidrográficas, promovem essa intensa ligação entre os diferentes ambientes. Carregam o tempo todo material da Serra para o Mar. Trata-se de um conjunto interrelacionado. Da mesma forma, defendemos uma administração conjunta e envolvente para as diferentes unidades de conservação. O Parque Estadual dos Três Picos não pode ignorar sua estreita relação com o Parque Nacional da Serra dos Órgãos ou com a Área de Proteção Ambiental de Guapimirim, por exemplo. Uma administração integrada é extremamente mais eficiente, até para garantir os aspectos biológicos, geográficos e sociais descritos acima. Assim como um banco de dados unificado pode incrementar muito a administração geral. A fiscalização conjunta e integrada, assim como o combate em parceria de incêndios ou outros desastres ambientais é muito mais precisa, ampla e eficiente. Hoje pensamos sempre no conceito de mosaico para promover a preservação parceira e interligada. Defendemos mosaicos locais, regionais, nacionais e até internacionais.

 

Estamos iniciando os trabalhos do 3º ano do Mosaico Central Fluminense com muitas novidades. Na reunião ordinária do Conselho e Câmaras Técnicas do Mosaico de Unidades de Conservação da Mata Atlântica Central Fluminense definimos as prioridades de investimentos para o Mosaico. Durante a reunião fomos apresentados ao projeto de Fortalecimento dos Mosaicos, uma parceria da Ass. Mico Leão Dourado, Valor Natural e Conservação Internacional. Este projeto proporcionou a estruturação de um Escritório Técnico do Mosaico e em um Plano de Comunicação de apoio às atividades do MMACF, que foi definida por unanimidade dos conselheiros em Teresópolis. O Escritório Técnico criará site, boletim informativo e assessoria de comunicação, prospecção de oportunidades de editais e financiadores, além de apoio na elaboração de projetos. Outra função importante é a atualização de um Banco de Dados sobre as Unidades de Conservação do MMACF, completo e acessível com trabalhos acadêmicos e dados estatísticos e cartográficos. Outra prioridade é a divulgação do Mosaico para um público externo aos conselheiros, com o objetivo de integrar as comunidades do entorno das UCs e a própria importância desta modalidade de gestão. Além das ações desenvolvidas em cada UC e das câmaras técnicas do Mosaico.

 

Para incrementar as ações propostas foi estabelecida uma parceria entre o Instituto BioAtlântica (IBio), Instituto Nacional de Tecnologia e Uso Sustentável (INNATUS) e o Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio) – representado pela chefia do Mosaico e o Parque Nacional da Serra dos Órgãos (PARNASO). Foi contratado o jornalista Francisco Pontes de Miranda Ferreira, com ampla experiência na área ambiental e com muitos trabalhos realizados na região. A sede do Escritório Técnico do MMACF funcionará no Parque Nacional da Serra dos Órgãos em Teresópolis. Na primeira fase o profissional estará realizando um diagnóstico geral das Unidades de Conservação envolvidas e da região afetada, aprimorando os contatos e desenvolvendo o site.

 

Francisco poderá ser contatado pelos telefones (21) 2152.1119, (21) 2642.1575 e (21) 9514.3130 e Correio eletrônico Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.

Todas as segundas o profissional estará no PARNASO das 9 às 17 horas. Terças e quartas Francisco também estará dedicando-se ao MMACF.

Pesquisas e Projetos

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